Ah, se eu soubesse que a vida verdadeira não era a da matéria...
Ah, se eu soubesse que a vida verdadeira não era a da matéria...
Que a realidade não é feita de sofrimento, mas de paz, liberdade e amor...
Se eu soubesse que tudo o que parecia tão importante na Terra era, na verdade, passageiro...
Eu não teria me irritado tanto no trânsito.
Não teria levantado a voz contra meus filhos.
Não teria me apegado a tantas ilusões, vaidades e disputas sem valor.
Ah, se eu soubesse...
Teria amado mais.
Teria ajudado muito mais gente.
Teria me enriquecido com luz, com afeto, com gestos de compaixão.
Teria deixado os problemas pequenos pra trás e abraçado as causas grandes da alma.
Teria deixado o amor fluir sem medo, me entregado ao bem sem hesitação.
Teria sido mais humilde, mais paciente, mais leve.
Teria vivido em paz.
Ah, se eu soubesse...
Teria passado mais tempo com quem eu amo.
Teria me preocupado menos com o amanhã e me encantado mais com o agora.
Teria valorizado o café quente, o cheiro da terra molhada, a brisa da manhã.
Teria plantado uma árvore, deitado na grama, olhado mais o céu.
Teria rido mais de mim, chorado menos pelos outros, aceitado mais a vida como ela é.
Se eu soubesse que os ricos podem ser pobres de espírito, e que os pobres podem ser ricos de luz...
Se eu soubesse que, do lado de lá, as diferenças sociais se apagam, que a alma não carrega títulos, e que todos — todos — somos apenas filhos do universo...
Se eu soubesse...
Teria perdoado mais.
Teria falado mais de amor e menos de razão.
Teria entendido que a fome é saciada, que a sede passa, que os injustiçados são acolhidos, e que os perdidos... sempre se encontram.
Ah, se eu soubesse...
Teria vivido com mais calma.
Teria sentido o vento no rosto com mais gratidão.
Teria comido o pão de cada manhã com mais consciência.
Teria abraçado mais vezes, ouvido com mais atenção, amado com mais verdade.
Se eu soubesse que sou um espírito em evolução, eterno, nascido da luz e destinado à plenitude...
Teria sido mais livre.
Teria sido infinitamente mais feliz.
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